UM PRESENTE PARA LUCAS
Era uma tarde nublado,perfeita para ficar em CASA vendo um filme ou lendo algum livro,deitada na minha cama maravilhosa,junto ao meu adredom....É,mas não foi nada disso que aconteceu.Tive que comprar o presente do Lucas,o aniversario dele é na sexta-feira.
Sendo assim fui a luta,já sabia o que comprar,algum livro do S.K,seu autor favorito.Nunca gostei muito dos livros dele,eles são meios assustadores,mas se ele gosta...Gosta não,na verdade ele é viciado!
Assim deixei minha tarde perfeita de descanso foi por água abaixo e tive que ir a livraria.Quando cheguei,estava lotada ,por que todo mundo decidiu comprar livros justamente hoje? --‘ .Decidi que iria dar uma passadinha no Bob’s antes,tomar aquele delicioso milk shake de ovosmaltine,até lá a livraria deveria ficar menos cheia.
Como havia pensado,lá estava mais vago,restavam poucos.Dei inicio a minha busca,fiquei meia hora rodando,igual a uma foca atrás de uma bola batendo palminhas toda alegrinha,isso deve ser no mínimo consolador, considerando que as focas são animais fofos,mas pensando bem,elas não pagam mico como eu porque elas simplesmente agem por instinto!Se bem que eu também agi porque eu não tinha mínima noção aonde ficava a sessão dos livros de S.K...Ah para!Isso está me deixando confusa.
Já estava desistindo de procurar essa maldita sessão sozinha,mas antes que fosse procurar algum daqueles ajudantes de aventais engraçados,um deles veio ate mim.Acho que ele notou que estava meio perdida.
-Posso ajudar? – Me virei e dei de cara com um garoto! Tá desculpa,ele não era tão novo assim,parecia ter a minha idade,mas é porque era estranho ver uma pessoa da minha idade trabalhas numa livraria,geralmente elas trabalhão em lanchonetes ou em lojas de roupas descoladas...whatever.
Ele era alto mas nem tanto,tinha lindos olhos azuis, tipo físico médio,seu cabelo era loiro bagunçado e de lado caia uma franja perfeitamente desfiada.E a coisa que me chamou mais atenção foi aquele piercing perfeitamente bem posicionado no seu lábio inferior.{N/A: “Hellouuuu Lyla o Doug já abandonou esse corte mas muito tempo honey”,é eu sei,mas eu nunca consegui esquecer esse visual perfeito dele,deixa eu sonhar *-*}.
-Ah,Oi! - falei tentado esquecer o seu piercing
-Oi,então,quer ajuda? – ele sorrio
-Claro,Estou meio perdida
- O que você procura?
-A sessão de S.K
-Qual livro?-Ele agora se dirigia aonde supostamente ficaria a sessão
-Hum...-abri minha pequena lista,que na verdade de pequena só tinha o tamanho do papel,porque lá tinha uns 2165421684526 livros,e mostrei a ele.
-Ah entendi,qualquer um da lista – ele falou rindo discretamente.
-Exatamente!
Ele agachou-se e mostrou a prateleira mais baixa aonde podíamos ver vários livros,todos com capas pretas e desenhos estranhos.
-Bom,aqui estão – ele os indicou e eu fiz uma careta – já vi que não é seu autor favorito certo?
-Digamos que prefiro livros românticos – dei uma pequena piscadela,ele ficou me olhando por alguns segundos e então me apresentou os livros.
-Olha,eu tenho todos os volumes da “Torre negra”,hum,na verdade só não vou ter “Celular”.
-Gosta de S.K?
-Não,mas ele é bastante procurado aqui.Por que? Não sabe qual comprar?-Ele questionou me entre risos.
-Não faço a mínima idéia - Fiz cara de desespero e arranquei uma ótima risada dele.
-Olha,você pode levar o mais novo livro dele, “Love”,alguns livros chegaram hoje e ele veio junto.
-Serio?Ah o Lucas vai adorar!Então eu levo esse mesmo.-
Estava feliz,foi bem mais fácil do que pensei,consegui comprar o livro rapidamente,um lançamento!Não é possível se Lucas não gostar desse presente,por que entre nós,o Lucas é uma pessoa muita chata para dar presente {N/A:Nah o pior que é verdade :x}.
-Precisa mais de algo? - Ele tirou meus pensamentos comemorativos.
-Ah...er,acho que não - Sorri timidamente
-Então vou levar para embrulhar –Ele entregou o papelzinho para pagar – o caixa fica enfrente,ai você depois você volta aqui para pegar o teu livro.
-Certo.
Me dirigi ao caixa e paguei,notei que nesse curto intervalo ele não tirou os olhos de mim.Fiquei feliz,ele não era de se jogar fora,eu poderia quem saber me divertir.Voltei aonde ele estava para pegar o livro
-Voltei
-Olha,aqui está,espero dar certo – Entregou-me o livro já embrulhado.
-Muito obrigada pela ajuda – Sorri gentilmente e apertei sua mão.
-Nada,o prazer foi meu – Então ele começou a brincar com seu piercing,despertando assim um interesse que antes não tinha sentido em relação a ele.
Me virei para retomar meu velho caminho de casa,mas eu não queria, eu queria fica um tempo a mais com aquele garoto,ele parecia ser legal,bonito e eu não tinha nada para fazer em casa.Então rapidamente coloquei minha cabeça para funcionar,em um movimento rápido voltei até ele.
-Hey! – Ele olhou
-Oi –Notei uma alegrinha em sua voz.
-Er...Se não me engano,você falou que hoje chegou novos livros certo?
-Aham,lembro
-Então queria saber se entre esses novos livros não chegou “Lua nova” da S.M? – Claro que isso era somente uma desculpa,porque esse livro só chegaria em outubro era impossível ele ter chegado hoje.
-Hum...Eu não sei,mas posso verificar,certo?
-Ah claro!
-OK,então...er,eu sei que isso é estranho mas você se importaria de ir ao deposito comigo verificar?-Ele mordeu o lábio,pareci ansioso.
-AHCLARO! – Quase vomitei as palavras
-Então siga-me
Ele me levou até algumas escadas e subimos duas delas,chegando a um quarto escuro,ele acendeu o luz e puder ver o triplo de livro que havia na parte principal da livrara,as estantes eram preenchidas do inicio do chão até o topo do teto,sem contar nas milhares de caixas que ficavam espalhadas no chão.
-Nossa!-Foi a única coisa que consegui dizer,fazendo ele rir,dessa vez mais à-vontade,estávamos só.
-Eu disse a mesma coisa quando vi isso – Ele piscou e fiquei sem graça – Certo,vamos procurar seu livro!- Ele começou a olhar as prateleiras.
-Acho que deveria procurar na sessão de romances norte americanos
-Romances...é recente?
-E como...-Me segurei para não rir
-Ah então deve estar em uma dessas caixas- Ele começou a abrir uma caixa e procurou, coitado iria ficar um bom tempo ali.
-Pode me ajudar? – Perguntou após uma tentativa frustrante de abrir uma nova caixa.
-Ah,to sem vontade –Fiz doce,ele me olhou incrédulo – ASHDIUAHDAUIHDUIAHSD,sua cara,UASHDUHASDUHA foi a melhor-Mal conseguia falar de tanto rir.
-Puff
Me juntei a ele,e ficamos rindo a cada livro que entravamos com títulos totalmente estranhos.Mas do nada um barulho estranho surgiu e alguns livros caíram da estantes,automaticamente eu segurei sua mão temendo pelo pior.Ele pareceu assustado com o gesto que fiz mas não fez nada para impedi-lo.
-O que foi isso?- Minha voz era de pânico
-Não sei,vou olhar o que é –Ele já ia soltar minha mão mas não deixei
-NÃO!
-Calma não deve ser nada demais –Suas palavras mal acabaram e pude ver um gato preto saindo tranqüilamente de onde os livros tinha caído-Viu?Era só o Lumus.
-Lumus? Vocês tem um gato de estimação aqui?
-É...em caso de ratos
-Ah legal
(Continua a baixo
)
Depois disso notei que ainda segurava mão dele,fiquei totalmente corada e ele percebeu,o fazendo se aproximar de mim.Perto demais para um ajudante de livraria que ajudou a uma pobre garotinha indefesa que só queria comprar um livro pro amigo.
-Você se assusta fácil – Falou com uma voz extremamente rouca e sexy
-Não – Minha voz falha e ele já estava too close for comfort
-Não é o que parece –Sua mão já se posicionava na minha cintura e eu tentava respirar.
Finalmente pensei em alguma coisa e colei meu corpo junto ao seu,podia sentir sua respiração rápida.Uma de suas mãos foi até minha nuca iniciando assim um suave beijo.Levei minhas mãos a sua nuca e pude sentir que seus pelo da nunca se arrepiaram ao sentir meu toque.Com isso senti necessidade e intensificar o beijo,mas ele era rápido e já estava fazendo isso por conta própria.
Apesar de está sendo um beijo rápido nossas línguas estavam perfeitamente sincronizadas,seu hálito era gostoso,lembrava Tic tac de laranja.Notei que ele estava gostando e o caminhei até a uma estante,sem para o beijo e o encostei lá,com pouco agressiva por causa da ansiedade que o beijo estava fazendo em mim,ele gemei,eu
sorri entre o beijo.
Sem avisar de novo o gato mia,dessa vez ele que se assusta e para o beijo bruscamente,xingo o gato mentalmente.
-O que foi? – Perguntei confusa
-Não posso fazer isso,na verdade você é que não pode – Ele parecia frustrado
-E por que não?
-Seu namorado...-Ele olha para baixo de uma forma muito fofa,mostrando decepção pelo fato do meu suposto namorado.
Ri baixo após entender a real situação e ele parece ficar chateado
-E você ri?
-Olha,você está entendo errado,se você pensou que o Lucas é meu namorado pensou errado,eu e o Lucas somos amigos desde infância e nada mais justo do que um presente de aniversario para ele.
Mal terminei de falar senti seus lábios procurarem os meus desesperadamente e só dessa vez pode me concentrar no toca do deu piercing,era no mínimo perfeito,eu admito que sempre tive um queda por meninos de piercing no lábio mas nunca pensei que fosse tão bom beijar um,bom é pouco era uma coisa indescritível respirar para mim agora era uma coisa de segundo plano enquanto o beijava,bagunçava seus cabelos e os puxava com força,ele dava pequenos gemidos.Podi sentir que ele agora estava querendo por a mão por baixo da minha blusa numa tentativa frustrante de sentir minha pele,então fiz o favor de colocar minhas mãos por debaixo da blusa do macacão,que mais parecia um avental,seu abdome contrario ao meu toque e senti que ele era bem defino.
Sentido a falta de controle ele começou a dar pequenas mordidinhas me fazendo querer mais,uma tortura na verdade e descendo até meu pescoço,variando entre pequenos chupões,mordidas e beijos,eu já estava perdendo totalmente o controle da situação e iria acabar fazendo merda com o toque perfeito do seu piercing rosando na pele da minha nunca,daí o meu celular toca,me fazendo interromper o beijo numa expressão de alivio e raiva.
-Alô- Fui me afastando meio envergonhada – Certo já estou indo para ai Lucy,bye
-Você vai ter que ir? –Ele tinha uma cara fofa de cachorrinho sem dono
-Aham... –Me virei e segui até a saída
-Espera- Ele segurou meu braço e me virou e deu um ultimo beijo rápido –Pra não esquecer.
-Garanto que não vou esquecer- Mordi meu lábio involuntariamente e sai do deposito,peguei o presente,sai da livraria e fiquei procurando aonde Lucy disse que ficaria me esperando,mas sinto o celular vibrar,era Lucy,retirei do bolso e pude ver um pequeno pedaço de papel cair e li:
“245-3158463 Até o próximo livro ou antes...
Beijos,Doug”
-Doug,gostei desse nome- Fui encontrar Lucy com essa maravilhosa lembrança na cabeça.
*~*~*~*~*~*~*
{N/A:Desculpa minhas xuxus por postar tarde,foi porque hoje foi um dia muito corrido e não deu para fazer isso mais cedo e as fic que tinha no pc eram todas grande...Enfim tive que fazer uma fic menor para poder postar hoje,em menos de 1 hora,OMG meu recorde xD
Ah e essa é a primeira vez que publico alguma fic minha em algum site/blog *morre de vergonha*
Sejam boasinhas e comentem no final xD
PS:O nome do autor que está S.K é Stephen King e da que está S.M é Stephenie Meyer,é porque esqueci de colocar completo ^^)
beijos da Lyla/Lah Broccoli ;*
Nosso esquema de post está completo novamente! A Lyla (ou Lah Broccoli) está de volta, e mais duas meninas estão participando com a gente do blog! Bem vindas Baabs e Biia, e bem vinda de volta Lyla!!
xoxo
“People marching to the drums
Everybody's having fun
to the sound of love
Ugly is the world we're on
If I'm right then prove me wrong
I'm stunned to find a place I belong…”
“Aiai...”
“O que foi princesa?” – perguntou Anne, a criada.
“Nada Anne, nada...” – você responde enquanto seu olhar vaga pela imensidão da floresta – “Nada como sempre...”
“Princesa, a senhorita reclama de barriga cheia... É uma princesa! Tem de tudo do bom e do melhor, roupas maravilhosas, sapatos finos... Se a senhorita vivesse como eu vivo, ai sim teria do que reclamar! Agora pare com isso!”
“Anne, você não sabe o que diz. Você sim é feliz! Pode sair quando quiser, andar com quem quiser, fazer o que quiser! Ai, que sonho!”
“Hahaha, sonho? Que eu sabia ninguém sonha em ser pobre, morar em um casebre, ter que costurar nas horas de folga pra ajudar nas despesas da casa...”
“Não sua boba, não é sobre isso que eu falo. É sobre você poder fazer as coisas sem dar explicações à rainha, poder sair sem precisar da permissão do rei, poder cavalgar sem ter guardas reais nos seus calcanhares...” – suspira – “Vai, senta aqui e me fala de novo. Como é o povoado?” – você diz sentando na cama.
“Como é o povoado? Bom, sujo, fedido, cheio de gente ignorante como eu, galinhas, cavalos...”
“Anne! Por favor?” – faz beicinho.
“Princesa... a senhorita já me perguntou isso mais de quinhentas vezes... e a senhorita já viu o povoado.”
“Ah sim... vi da estrada, de dentro de uma carruagem! Vai Anne, eu quero saber como são as pessoas, a vida lá!”
“As pessoas são ignorantes como eu já disse!”
“Ai sua chata, esquece...” – você levanta, vai até a sacada e olha para a floresta novamente. - “Anne?”
“Sim?”
“Hoje é dia de festa no povoado né?”
“Sim, porque?”
“Eu tive uma idéia...” – você fala se voltando pra dentro do quarto.
“Idéia? Sobre o que?” – pergunta uma Anne ressabiada.
“Você me ajudaria em uma coisa?”
“No que?”
“A sair do castelo?”
“Sair do castelo?”
“É! Sair escondida do castelo...”
“Oh-meu-Deus!! A senhorita quer me arranjar problemas?”
“Não, ninguém vai ficar sabendo... ninguém pode saber...” – pega nas mãos dela – “Por favor!”
“Umm... Ai... ta bom!”
“Ah, obrigada Anne!” – a abraça – “Você é a melhor amiga do mundo!”
“Ah ta bom, só porque vou me ferrar...”
“Não sua chata! Pára com isso e me escuta.” – vai até a porta e a tranca – “Veja bem, hoje eu não vou ir jantar...”
“Por quê?”
“Xiiiii, fica quieta e me ouve! Você vai até minha mãe e vai chama-la aqui, eu vou estar na cama, fingindo uma indisposição, vou dizer a ela que não vou jantar. Daí depois que ela sair do quarto você vai entrar e trocar de lugar comigo!”
“Trocar de lugar? Como assim princesa? Nós somos bem diferentes, na minha opinião... e se alguém me pegar?”
“Ninguém vai precisar ver você! Você vai ficar no quarto o tempo todo com a porta trancada, sou eu quem vai correr riscos... eu vou me vestir com as suas roupas e vou sair pelos fundos... como se fosse você indo embora pra casa...”
“E daí...”
“Eu vou à festa!”
“Ah ta, e meus pais? Eu simplesmente não vou aparecer em casa hoje?”
“Sim, você vai pra casa... depois que eu voltar...”
“Ah bom...”
“Agora vai! Vai chamar minha mãe!”
~x~
“Pronto!” – você fala se olhando no espelho já vestida com as roupas da amiga – “Ficou perfeito!”
“Sim!” – fala uma Anne olhando pra si mesma – “Essas roupas são maravilhosas!”
“Não sua boba, eu tava falando sobre mim!”
“Ah ta! Sim ficaram bem na senhorita...”
“Certo, agora eu vou até a cozinha e vou sair pela passagem de criados. Lembre-se, não abra a porta até que eu te chame...
Já está ficando escuro, meus pais logo vão ir dormir, não a nada com o que se preocupar... Deseje-me sorte!”
“Oh princesa... boa sorte! E cuide-se, se algo acontecer com a senhorita, eu estou morta, literalmente...”
“Eu sei me cuidar sua boba!”
“É o que eu espero...”
~x~
Bom até agora tudo saiu conforme o planejado, você conseguiu sair do castelo sem ser notada por ninguém. A estrada que levava ao povoado era um tanto acabada... você tropeça várias vezes e por pouco não cai em um buraco.
Chegando na vila, você logo sente o que Anne te falou, o cheiro era um tanto pesado... mas vale de tudo pra ficar livre por algumas horas.
As festas sempre acontecem na clareira, você decide ir logo pra lá, mas há um probleminha: “Onde fica a clareira? Acho que eu deveria ter pedido mais informações a Anne antes de sair... AAAAHHHH!!” – alguém esbarra em você e os dois caem.
“Oh, me desculpe” – um rapaz se levanta e a ajuda a se levantar. – “Eu não vi você.”
Quando olha para ele você sente algo estranho acontecer, era como se borboletas brincassem no seu estômago... Como ele era lindo... Seus olhos azuis, um cabelo loiro caindo na face...
“Está tudo bem, só tome mais cuidado.” – você diz sendo puxada pra cima por ele.
“Ehh, mil perdões novamente, tem algo que eu possa fazer pra me desculpar?” – ele pergunta dando um sorriso. E OMG! Que sorriso...
“Eh, bem tem sim!”
“Ah eh? O que?”
“Me leve até a clareira, onde vai ser a festa?”
“Ah isso? Está bem... eu te levo lá”
“Ok então!”
(continuação no post de baixo... ^^')
(continuação...)
Vocês chegam a clareira, e já está tudo pronto para a festa, bebidas, comidas, músicos, e claro a fogueira.
“Oh, que tudo!” – você exclama olhando a decoração simples, mas bem aconchegante.
“É, ta bem legal mesmo...Olha já vai começar...”
“Sim!”
A musica começa e logo surgem vários pares no centro da clareira dançando alegremente. A música e o estilo de dança eram bem diferentes, tinha uma batida diferente, mas você estava louca pra se juntar a eles!
“Vem! Vamos dançar!” – diz puxando-o pelo braço.
“Eh, não eu não gosto de dançar...”
“Ah, por favor! Pelo esbarrão e pelo tombo que você me deu??”
“Você disse pra mim te trazer aqui, e eu já fiz isso!”
“Ah, por favor? Por mim?”
“Ai... tudo bem...” – ele diz deixando ser puxado.
“Nossa, pra quem não sabe dançar você dança muito bem!”
“Eu não disse que não sabia dançar, eu disse que não gostava de dançar.”
“É verdade!”
Vocês se divertem muito durante a festa. Dançam bastante, conversam bastante e você cada vez se sente mais confortável na presença dele.
A noite cai, e está na hora de voltar para a prisão, opis, castelo.
“Bem, eu preciso ir...”
“Mas já? Agora que a festa está ficando boa!”
“Um, é que eu trabalho no castelo, e preciso entrar antes da meia-noite”
“Ah sim... Vem eu te levo até a entrada do castelo!” – ele disse segurando sua mão.
“Está bem!”
~x~
Vocês continuaram conversando e rindo durante todo o percurso de volta ao castelo.
“Bem, chegamos...” – você diz tristemente.
“Sim...”
“Foi muito bom te conhecer.”
“É eu sei, eu sou demais mesmo!” – ele fala passando a mão nos cabelos.
“Ha-ha-ha! Convencido...”
“Eh, só um pouquinho...”
“Bom, eu preciso entrar.” – você fala se virando. De repente, algo a puxa pela cintura e quanto você se dá conta, ele a estava beijando. Um beijo de contos de fadas. Um beijo que a fez voar por cima das nuvens, e mergulhar sobre o luar. Um beijo rápido, mas que surtiu um efeito antes desconhecido sobre você. O beijo que você sempre sonhou e esperou...
“Nos vemos novamente?” – ele perguntou soltando os lábios.
“Sim...” – você diz meio tonta pelo beijo.
“Você não vai mais entrar?” – ele pergunta rindo.
“Ah, é mesmo” – você ‘acorda’, e se vira abrindo a porta, e entrando, mas sem deixar de dar uma última olhada, e vê-lo sorrindo.
~x~
Que sonho lindo você tivera... Saiu do castelo, se divertiu numa festa de plebeus, conheceu e foi beijada pelo rapaz mais lindo que já vira.
Mas espera, isso não foi um sonho! Tudo aconteceu de verdade!
~x~
“Bom dia mamãe!”
“Bom dia filha. Parece que alguém acordou com um humor maravilhoso hoje!”
“Sim! Está tudo tão lindo hoje!”
“E como vai sua dor de cabeça?”
“Dor? Ah sim, passou...”
“Que bom. E é muito bom que você esteja assim hoje, porque eu e seu pai temos algo a lha dizer, não é querido?
“Eh?” – responde um pai com uma cara de assustado, sendo interrompido de sua leitura diária. – “Ah sim! Eh! Temos algo importante a te comunicar.”
“Ah, é o que seria?” – você pergunta.
“Querida...” – começa sua mãe. – “Ontem o príncipe Edmont veio até nós e pediu sua mão em casamento! Não é maravilhoso?”
“O que? Maravilhoso? Aquele velho pediu minha mão e vocês acham isso maravilhoso? Isso é no mínimo aterrorizante!”
“Querida, olhe seus modos! Ele não é velho... só tem alguns a mais que você... quarenta eu acho...” – corrige sua mãe.
“Ah sim, só alguns a mais que eu... só mais de vinte anos que eu!” – você exclama estupefata. – “Mãe? O que vocês responderam?”
“Que sim, óbvio!”
“Mãe! Eu não quero me casar agora! E ainda mais com um velho! Eu...”
“Querida você não tem o que querer!” – sua mãe perde a paciência – “Você vai sim se casar! E vamos realizar um baile daqui a uma semana para oficializar o noivado de vocês.”
“Mãe, por favor...”
“Nem com, nem sem favor. Você vai se casar querida. Você só está um pouco assustada com a idéia, mas depois você vai se divertir com a escolha do vestido, da decoração, dos...”
Você sai da sala e deixa sua mãe falando sozinha. Como eles puderam fazer isso com você? Ficar noiva assim, de um dia para o outro. E noiva de um velho que você só viu duas vezes na vida... e ele tem mal hálito! Eca... imagina beijar ele? Argh!! Vamos mudar de pensamento... E como você poderia se casar com outra pessoa depois de ter conhecido ‘ele’, o garoto mais perfeito de todo o reino? Aliás, como era mesmo o nome dele?
“Oh, eu não acredito que passei a noite toda com ele sem sequer perguntar o nome!” – diz batendo na testa.
“Quem?” – pergunta Anne.
“Oh, você estava ai.”
“Sim. Com quem a senhorita passou a noite?”
“Com o garoto mais lindo, perfeito, simpático e gentil de todo o reino... mas eu esqueci de perguntar o nome dele. Sou uma anta... Anne você acredita em amor a primeira vista?”
“Amor a primeira vista? Bem, eu já ouvi falar, mas não sei se acredito...”
“Anne, eu estou amando. E nem sei o nome dele.”
“A senhorita está apaixonada por um plebeu? Princesa, ele é da ralé!”
“Ele é maravilhoso!”
“Está ficando louca! Eu sabia que era uma má idéia aquela loucura de ontem...”
“Anne, aquela loucura de ontem me trouxe um sopro de vida... eu acho que morreria se não sentisse o que senti ontem quando ele me beijou...”
“O quê? Ele beijou a senhorita? Como ele pôde? Beijar a princesa!”
“Ele não sabia que eu era princesa... e nem nunca vai saber... Anne, eu vou me casar.”
“Casar? Com ele?”
“Quem me dera... não... vou me casar com um príncipe.”
“Ah bom! Parabéns!”
“Parabéns? Cairia melhor um ‘Meus pêsames’”
“Por quê?”
“Porque ele é velho, gordo, tem mal hálito e acima de tudo, eu não o amo.”
“Oh... mas veja pelo lado bom, ele é príncipe!”
“Anne, do que adianta ter tudo, e ao mesmo tempo nada?”
“Eh, eu não entendi direito, mas eu amaria se um príncipe pedisse minha mão! Imagina a vida que eu teria? Ai, que sonho!”
“Eu estou me sentindo estranha... Como se tivesse um nó na garganta... Ontem eu ganhei vida e hoje ela foi arrancada de mim...”
(continua no post de baixo! ^^')
(Continuação...)
Uma semana se passou. Era o dia do noivado. Do seu noivado... Você estava pronta para a festa, mas só exteriormente, porque por dentro, você nunca estaria...
“Princesa? Está na hora”
“Sim, já estou pronta.”
O castelo estava impecável. A decoração estava digna de um casamento. E o noivo, bem, estava digno para ser seu pai...
A festa estava um tédio, você estava sentada num canto distraída olhando pela janela, quando alguém se aproxima e pergunta se você não quer dançar.
“Não, obrigada... não gosto de dançar.” – você responde ainda olhando para a janela.
“Não foi isso que me pareceu aquele dia na clareira.”
Você olha rapidamente para o rosto da pessoa, e sente como se tudo sumisse e só existisse aquele sorriso.
“Você?”
“Sim! Eu mesmo!”
“O que você faz aqui?”
“Vim para o baile.”
“Mas e...”
“Não faça perguntas demais, e venha dançar.” – ele diz a puxando pelo braço até o centro do salão.
“Não era você que não gostava de dançar?”
“Pois é, parece que hoje invertemos os papéis.” – ele fala dando outro sorriso.
“Aonde conseguiu essas roupas?”
“Bem, isso é uma longa história, vamos mudar de assunto?” – mais um sorriso.
“Como você soube?”
“Soube o quê?”
“Que eu era princesa...”
“Bem, eu moro no vilarejo a pouco tempo, mas a tempo suficiente pra conhecer todas as pessoas de lá, e bem, eu nunca havia te visto antes... e quando você me disse que trabalhava no castelo eu deduzi...”
“E por que veio hoje?”
“Oras, eu não poderia deixar você se casar com aquele velho gordo!”
“Ah é? E o que você vai fazer meu salvador? Vai me raptar e fugir comigo no seu cavalo branco?”
“Bem, serve um cavalo preto? É o único que eu tenho, e cavalos brancos são pra contos de fadas...”
“Você ta falando sério? Vai me raptar?”
“Não. Você só vem se quiser... não posso te forçar a nada.”
Vocês param de dançar e ficam se olhando firmemente.
“Você quer? Abrir mão da vida de princesa, e ir morar com um plebeu?”
“Se eu quero? É tudo o que eu mais quero na vida!”
“Sério mesmo? Pense muito bem... não vai haver luxo, nem nada do que você está acostumada.”
“Do que vale a pena ter tudo, e ao mesmo tempo nada? Do que vale a pena eu ter todo o luxo do mundo, se não tiver um motivo para viver?” – você diz olhando fundo em seus olhos. – “Me espere na saída de criados, daqui a quinze minutos eu estarei lá.”
Você vai para o seu quarto, recolhe algumas coisas de valor e põe dentro de uma bolsa, guarda também uma pequena caixa de metal onde você guarda seus pertences de valor sentimental, pega um papel e uma pena e escreve um pequeno bilhete para seus pais e vai para a porta, quando de repente ela se abre.
“Princesa? O que a senhorita está fazendo?” – pergunta uma Anne assustada.
“Anne, eu preciso de sua ajuda.”
“Onde a senhorita vai com essas coisas?”
“Anne pare com as perguntas e me escute. Eu preciso da sua ajuda. Eu não posso me casar com aquele homem, eu serei infeliz pelo resto da minha vida, por favor me ajude a fugir?”
“Fugir? Princesa...”
“Por favor?”
“Fugir sozinha? Pra onde?”
“Não, não vou só. Lembra do rapaz que eu conheci na festa do povoado?”
“Oh Deus! Era aquele que estava dançando com a senhorita a pouco?”
“Sim. Ele me chamou para fugir com ele.”
“Princesa... eu, eu...”
“Por favor Anne, é a última coisa que eu te peço. Eu vou de qualquer maneira, você me ajudando ou não.”
“A vida de uma plebéia não é nada fácil... será uma vida difícil...”
“Eu sei Anne, mas será uma vida de verdade!”
“Está bem! Eu te dou cobertura por alguns instantes. Sua mãe acabou de me pedir pra vir te chamar, está na hora do anuncio. Seja rápida!”
“Obrigada!” – a abraça – “Anne, você é uma verdadeira amiga! Eu te amo muito!”
“Oh, eu também princesa! Jamais vou me esquecer da senhorita!” – fala Anne com os olhos marejados.
“Eu jamais vou me esquecer de você também! Só mais uma coisa, entregue esse bilhete para meus pais?”
“Claro.”
Se abraçam mais uma vez, e então você parte rapidamente para a saída de criados.
Ao chegar ao portão, lá estava um cavalo preto e seu dono.
“Venha, não temos muito tempo.”
Vocês partem em disparada pela floresta. Só escutando o barulho dos passos rápidos do cavalo, e uma coruja piando ao longe.
“Eh... para onde nós vamos mesmo?”
“Para um lugar ao leste, onde eu nasci... se chama Transylvania.”
Transylvania...
“Aliás, mais uma coisinha... qual é o seu nome?”
Ele ri.
“Como você se deixa levar por um desconhecido?”
“Quando você me beijou, eu descobri que você jamais foi um desconhecido pra mim... eu sempre estive esperando por você.”
“Eu me chamo Dougie.”
Você segura firmemente em seu plebeu e se deixa levar para o desconhecido.
(Post meio meloso por causa do dia 12 de junho... Feliz dia dos namorados pra quem tem um, ou vai arrumar um até o dia... xD~~)
Mih
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